
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
a reforma ortográfica da Câmara: E de estudante, C de circo, H de humildade e V de vergonha!
CURIOSIDADE - Vejam só: foi apresentada nessa última sessão da Câmara uma Indicação para "limitar o tempo de permanência de veículos na vaga de idosos". Num é a toa que Zé Simão chama esse país de 'país-da-piada-pronta'. Imaginem, o velhinho ou a senhorinha, com todas as limitações naturais impostas pela idade, estaciona o carro na vaga delicadamente devido aos reflexos já diminuídos, se locomove vagarosamente até onde necessita ir, e ainda tem que se preocupar em correr pra voltar logo e retirar o carro da vaga pra não ser supostamente multado? Isso seria um flagrante atentado ao Estatuto do Idoso, para não falar em desobediência ao princípio da impessoalidade da lei... Bola fora do vereador Rui Fattori, autor da proposição. Depois eu faço charge e ainda levo nomes feios...
As sessões agora televisionadas, parecem ter feito aflorar nos vereadores a vontade de mostrar serviço. Antes, Sessão na Câmara durava uma ou duas horas no máááximo. Agora o negócio tem se estendido até quase dez da noite. É uma verdadeira Revolução! É uma Câmara antes e outra depois das transmissões ao vivo!
Agora, quanto ao conteúdo das discussões - se melhoraram - daí nós, pobres cidadãos, já estaremos exigindo demais né? Pra quem acompanha sempre, num mudou quase nada. O que ainda vemos é um Edvaldo Hungaro e um Ailton Fumachi deitando e rolando frente a bancada governista, que naturalmente ainda em parte se mostra (e de fato é) inexperiente.
A TV trouxe oportunidade pra todo mundo dar pitaco sobre o comportamento dos vereadores. A paralisia de alguns vereadores que não usam a palavra nem pra pedir um copo d'água agora é facilmente notada. De repente a gente se pergunta, "ué, será que fulano faltou hoje? Num vi ele, nem ouvi a voz dele ainda!..." Parece até aqueles centroavantes caros, contratados pra decidir, mas que em jogo decisivo a gente nem ouve o narrador falar o nome dele, porque nem encosta na bola...
Mas tem também os que usam e abusam da palavra. Coisa de Edvaldo Hungaro, Ailton Fumachi, Rui Fattori, Irene Fumach e naturalmente David Bueno, presidente. Esses daí têm protagonizado grandes duelos retóricos, que vão desde a ausência de Minuta de Convênio em projeto de lei sobre verbas para reforma do Mercadão até... A discussão da ausência de um "H" em uma flexão verbal "há" de um blog da vereadora Irene Fumach. Isso mesmo, discussão de erro ortográfico meu caro leitor.
Pra começar, o Presidente da Câmara, Sr. David Bueno, colocou na ordem do Dia, na semana anterior, projetos de lei de autoria do Prefeito cujos quais não possuíam ainda Parecer das Comissões. Isso destoa totalmente do tratamento que dispensou ao nosso PROJETO DE AUXÍLIO TRANSPORTE AOS UNIVERSITÁRIOS DE ITATIBA, visto que não colocou o projeto em votação alegando "falta de pareceres". Pro Prefeito PÓÓÓDE, pros estudantes não... Como que é então, dois pesos e duas medidas?
Pelo que consta, foi mandado à Câmara projeto de lei para autorizar repasse de verbas, a fundo perdido, do Estado ao Município para reforma do Mercadão. Mas há contrapartidas a serem cumpridas pelo Município, como por exemplo custear parte da reforma. E estes detalhes não podiam ser analisados pelos vereadores sem cópia do Contrato firmado entre Itatiba e o Estado, que por algum motivo, ou equívoco, ou falta de prática, não foi enviado à Câmara. A oposição, na figura do Edvaldo Hungaro, questionou a falta do documento. De antemão vieram objeções semelhantes de Ailton, Irene e Vitório Bando (este último mesmo não fazendo parte do bloco oposicionista).
Bastou isso para que a sessão anterior e a presente ficassem trancadas no assunto. Isso porque o aparentemente líder do governo, vereador Rui Fattori, havia adotado como solução na sessão anterior, o enfrentamento ao invés da apresentação do comentado Contrato. E quando caiu em discussão, mesmo se tratando de detalhe tão fútil, a oposição parece ter ditado o ritmo dos milhares de apartes e usos de palavra. Pra quem viu a TV ficou evidente. Acho até que na próxima colocarei um "placar fictício" no blog rssrs.
Vereadores da oposição mais o vereador Vitório Bando citaram em sessão anterior, que um Projeto de Lei de autoria do Prefeito alterando a Lei Municipal nº. 3667/2003, a famosa lei nossa do ISSQN, continha erros. Mas eu próprio posso afirmar que li o projeto e não encontrei erros. Trata-se apenas de acrescer um inciso IV no artigo 26º, para que alguns tipos de cobrança fiquem passíveis de recolhimento do ISSQN pelo prestador dos serviços em nosso Município. O item ao qual o vereador Vitório se referiu realmente não constava na Lei 3667/03, porque estava sendo acrescido. O que talvez o Executivo não tenha explicado - e isso não é erro, faça-se justiça - é que o projeto "acrescia" dispositivo, e não somente "alterava" a Lei. Solução fácil, que qualquer vereador minimamente informado "por cima" sobre o assunto em questão poderia ter apresentado na hora, e não somente uma semana depois. Logicamente, vereador da bancada governista.
A oposição tripudiou em cima, com Ailton até falando de "incompetência", "brincadeira", "absurdo", etc. E a defesa não foi convicente, pois não tinha argumentos. A resposta só veio na sessão desta semana, com Rui Fattori dizendo que não havia erro algum no projeto.
Se não bastasse a "demora no retorno, dilei" de uma semana na resposta, Rui Fattori ainda quis tirar uma com a cara da Sra. vereadora Irene Fumach: disse, defendendo o projeto de lei e se referindo a erros, que no blog da professora havia um erro terrível: onde deveria estar escrito "há tempos" estava "a tempos". Meu Deus, que gravíssimo!
Depois disso a sessão descambou mesmo pra circo. Nem vale a pena comentar. Vai que eu cometa ARGUM ERRINHO DE PURTUGUÊIS INDA NÉ?
Depois de já ter ouvido em sessões passadas da Câmara de tudo um pouco, como "precisamos tomar medidas energéticas", "instalação de bancos logísticos", "... para que nós podamos fazer o bem pra cidade", dentre outras que enumero depois, fica difícil achar graça na falta do H. Mesmo sendo a vereadora professora, como bem quis destacar o vereador.
Quanto ao projeto de transporte universitário, o vereador Rui Fattori decepcionou muito estudante e principalmente nós e os vereadores autores do projeto quando disse que era para "ludibriar estudantes". Muito triste ouvir isso, depois de tanta discussão e vontade política de nossa parte. Mas a resposta virá, e rápido.
Parece estar faltando muitas letras H mesmo. Principalmente em UMILDADE e ONESTIDADE.
E peço que continuemos a assistir as sessões da Câmara ao vivo. Os movimentos sociais e estudantes não podem retroceder agora. Elaboramos, apresentamos e defendemos o projeto de lei pra conceder auxílio aos estudantes de ensino superior de Itatiba. Em vez de adiar, por que não se discutiu? Queremos respostas e conversa, não queremos engavetador de projetos em Itatiba. Queremos que eles sejam votados; se rejeitados, queremos explicações. Temos este direito enquanto cidadãos e estudantes. Se isso não acontecer, aqui começará a feder engavetamentos, lembrando em muito o nosso Sarneyado.
As sessões agora televisionadas, parecem ter feito aflorar nos vereadores a vontade de mostrar serviço. Antes, Sessão na Câmara durava uma ou duas horas no máááximo. Agora o negócio tem se estendido até quase dez da noite. É uma verdadeira Revolução! É uma Câmara antes e outra depois das transmissões ao vivo!
Agora, quanto ao conteúdo das discussões - se melhoraram - daí nós, pobres cidadãos, já estaremos exigindo demais né? Pra quem acompanha sempre, num mudou quase nada. O que ainda vemos é um Edvaldo Hungaro e um Ailton Fumachi deitando e rolando frente a bancada governista, que naturalmente ainda em parte se mostra (e de fato é) inexperiente.
A TV trouxe oportunidade pra todo mundo dar pitaco sobre o comportamento dos vereadores. A paralisia de alguns vereadores que não usam a palavra nem pra pedir um copo d'água agora é facilmente notada. De repente a gente se pergunta, "ué, será que fulano faltou hoje? Num vi ele, nem ouvi a voz dele ainda!..." Parece até aqueles centroavantes caros, contratados pra decidir, mas que em jogo decisivo a gente nem ouve o narrador falar o nome dele, porque nem encosta na bola...
Mas tem também os que usam e abusam da palavra. Coisa de Edvaldo Hungaro, Ailton Fumachi, Rui Fattori, Irene Fumach e naturalmente David Bueno, presidente. Esses daí têm protagonizado grandes duelos retóricos, que vão desde a ausência de Minuta de Convênio em projeto de lei sobre verbas para reforma do Mercadão até... A discussão da ausência de um "H" em uma flexão verbal "há" de um blog da vereadora Irene Fumach. Isso mesmo, discussão de erro ortográfico meu caro leitor.
Pra começar, o Presidente da Câmara, Sr. David Bueno, colocou na ordem do Dia, na semana anterior, projetos de lei de autoria do Prefeito cujos quais não possuíam ainda Parecer das Comissões. Isso destoa totalmente do tratamento que dispensou ao nosso PROJETO DE AUXÍLIO TRANSPORTE AOS UNIVERSITÁRIOS DE ITATIBA, visto que não colocou o projeto em votação alegando "falta de pareceres". Pro Prefeito PÓÓÓDE, pros estudantes não... Como que é então, dois pesos e duas medidas?
Pelo que consta, foi mandado à Câmara projeto de lei para autorizar repasse de verbas, a fundo perdido, do Estado ao Município para reforma do Mercadão. Mas há contrapartidas a serem cumpridas pelo Município, como por exemplo custear parte da reforma. E estes detalhes não podiam ser analisados pelos vereadores sem cópia do Contrato firmado entre Itatiba e o Estado, que por algum motivo, ou equívoco, ou falta de prática, não foi enviado à Câmara. A oposição, na figura do Edvaldo Hungaro, questionou a falta do documento. De antemão vieram objeções semelhantes de Ailton, Irene e Vitório Bando (este último mesmo não fazendo parte do bloco oposicionista).
Bastou isso para que a sessão anterior e a presente ficassem trancadas no assunto. Isso porque o aparentemente líder do governo, vereador Rui Fattori, havia adotado como solução na sessão anterior, o enfrentamento ao invés da apresentação do comentado Contrato. E quando caiu em discussão, mesmo se tratando de detalhe tão fútil, a oposição parece ter ditado o ritmo dos milhares de apartes e usos de palavra. Pra quem viu a TV ficou evidente. Acho até que na próxima colocarei um "placar fictício" no blog rssrs.
Vereadores da oposição mais o vereador Vitório Bando citaram em sessão anterior, que um Projeto de Lei de autoria do Prefeito alterando a Lei Municipal nº. 3667/2003, a famosa lei nossa do ISSQN, continha erros. Mas eu próprio posso afirmar que li o projeto e não encontrei erros. Trata-se apenas de acrescer um inciso IV no artigo 26º, para que alguns tipos de cobrança fiquem passíveis de recolhimento do ISSQN pelo prestador dos serviços em nosso Município. O item ao qual o vereador Vitório se referiu realmente não constava na Lei 3667/03, porque estava sendo acrescido. O que talvez o Executivo não tenha explicado - e isso não é erro, faça-se justiça - é que o projeto "acrescia" dispositivo, e não somente "alterava" a Lei. Solução fácil, que qualquer vereador minimamente informado "por cima" sobre o assunto em questão poderia ter apresentado na hora, e não somente uma semana depois. Logicamente, vereador da bancada governista.
A oposição tripudiou em cima, com Ailton até falando de "incompetência", "brincadeira", "absurdo", etc. E a defesa não foi convicente, pois não tinha argumentos. A resposta só veio na sessão desta semana, com Rui Fattori dizendo que não havia erro algum no projeto.
Se não bastasse a "demora no retorno, dilei" de uma semana na resposta, Rui Fattori ainda quis tirar uma com a cara da Sra. vereadora Irene Fumach: disse, defendendo o projeto de lei e se referindo a erros, que no blog da professora havia um erro terrível: onde deveria estar escrito "há tempos" estava "a tempos". Meu Deus, que gravíssimo!
Depois disso a sessão descambou mesmo pra circo. Nem vale a pena comentar. Vai que eu cometa ARGUM ERRINHO DE PURTUGUÊIS INDA NÉ?
Depois de já ter ouvido em sessões passadas da Câmara de tudo um pouco, como "precisamos tomar medidas energéticas", "instalação de bancos logísticos", "... para que nós podamos fazer o bem pra cidade", dentre outras que enumero depois, fica difícil achar graça na falta do H. Mesmo sendo a vereadora professora, como bem quis destacar o vereador.
Quanto ao projeto de transporte universitário, o vereador Rui Fattori decepcionou muito estudante e principalmente nós e os vereadores autores do projeto quando disse que era para "ludibriar estudantes". Muito triste ouvir isso, depois de tanta discussão e vontade política de nossa parte. Mas a resposta virá, e rápido.
Parece estar faltando muitas letras H mesmo. Principalmente em UMILDADE e ONESTIDADE.
E peço que continuemos a assistir as sessões da Câmara ao vivo. Os movimentos sociais e estudantes não podem retroceder agora. Elaboramos, apresentamos e defendemos o projeto de lei pra conceder auxílio aos estudantes de ensino superior de Itatiba. Em vez de adiar, por que não se discutiu? Queremos respostas e conversa, não queremos engavetador de projetos em Itatiba. Queremos que eles sejam votados; se rejeitados, queremos explicações. Temos este direito enquanto cidadãos e estudantes. Se isso não acontecer, aqui começará a feder engavetamentos, lembrando em muito o nosso Sarneyado.
As sessões televisionadas da Câmara
Merece nossos sínceros elogios a iniciativa da Presidência da Câmara de televisionar na íntegra, e ao vivo, as sessões ordinárias que ocorrem todas às terças-feiras a partir das 17h.
Demonstra espírito que deveria já estar intrínseco em todas as esferas de nosso Estado democrático, como as noções de publicidade e transparência aos atos públicos.
Agora a população poderá "curtir" de casa as sessões, sem precisar ir pr'aquele local tão distante que é o Palácio 1º de Novembro. Tem gente que já comprou até pipoca em casa (boa ideia em André rsrsrs).
Parabéns David Bueno e os vereadores que apoiaram a ideia.
Parabens pra ITV também, pela qualidade das transmissões.
A propósito, a transmissão tem contrato no valor de cerca de R$ 67.000,00. Por isso itatibenses, "aproveitem bem" as sessões, se informando melhor agora sobre "quem de fato é quem" lá dentro, fazendo valer o dinheiro investido.
Tenho certeza que muito vereador vai se surpreender quando passar na casa de eleitor na próxima eleição e ver que o cidadão viu as "cacas"e boas coisas que ele fez.
Abraços!
Demonstra espírito que deveria já estar intrínseco em todas as esferas de nosso Estado democrático, como as noções de publicidade e transparência aos atos públicos.
Agora a população poderá "curtir" de casa as sessões, sem precisar ir pr'aquele local tão distante que é o Palácio 1º de Novembro. Tem gente que já comprou até pipoca em casa (boa ideia em André rsrsrs).
Parabéns David Bueno e os vereadores que apoiaram a ideia.
Parabens pra ITV também, pela qualidade das transmissões.
A propósito, a transmissão tem contrato no valor de cerca de R$ 67.000,00. Por isso itatibenses, "aproveitem bem" as sessões, se informando melhor agora sobre "quem de fato é quem" lá dentro, fazendo valer o dinheiro investido.
Tenho certeza que muito vereador vai se surpreender quando passar na casa de eleitor na próxima eleição e ver que o cidadão viu as "cacas"e boas coisas que ele fez.
Abraços!
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Transporte aos universitários: Ademir, por que nos abandonastes?
Quando éramos pequenos, nossos pais sempre nos falavam "filho, não confie em estranhos"... Depois, na escola "Desconfie das pessoas, não seja ingênuo"... Com o tempo vamos aprendendo a fazer amizades, confiar em amigos e, logo depois enquanto cidadãos, conhecedores da política, a desesperança nos diz impiedosamente: "não confie em ninguém".
É com este sentimento de decepção que escrevo aqui agora. Hoje, dia 04 de agosto de 2009, o até então parceiro de lutas em comum, amigo e companheiro de partido Sr. Ademir Ricardo, vereador pelo PPS, pingou - na minha opinião - a derradeira gota d'água em um copo que há muito vinha se enchendo com suas vacilações na defesa das causas populares.
Hoje, terça-feira, os vereadores de Itatiba se reuniram para mais uma sessão na Câmara. Quem leu meu último post sabe que o projeto de lei nº. 81/2009 que trata da concessão de auxílio transporte aos estudantes universitários de Itatiba dificilmente seria votado hoje, haja vista que o Presidente da Câmara não havia levado a cabo sua promessa de coloca-lo em votação anteriormente.
De qualquer maneira, estávamos lá pra conferir a sessão e seu desenrolar, nós membros tanto da UME como da UNEafro e estudantes independentes ("todos" éramos poucos, mas depois os estudantes se mostraram ruidosos).
A sessão que tinha tudo pra ser o mesmo marasmo de sempre, foi sacudida no seu transcorrer. Através de uma brecha regimental, o vereador Edvaldo Hungaro (PPS) apresentou a ideia de um requerimento especial para inclusão do projeto de lei na pauta da sessão. A proposta precisava de 5 votos para prosperar. E isso aconteceu: Vitorio Bando (DEM), Irene Fumach (PMDB), Ailton Fumach (PMDB) e Ademir Ricardo (PPS), além do vereador Edvaldo Hungaro, assinaram o recurso.
Como se tratava de algo novo, que poucos vereadores conheciam, uma consulta rápida ao Jurídico da Câmara foi feita, e o resultado obtido era que o recurso era permitido sim!
E foi aí que começou a euforia dos estudantes. O projeto de lei nº. 81/2009, que nós tanto queríamos ver sendo votado (e aprovado) tinha entrado enfim em discussão.
O vereador-presidente David Bueno (PSB), pelo que consta, viajou. Em seu lugar, para presidir a sessão foi colocado o vereador Alfredo Órdine (PP), vulgo "Birdo". Pelas nossas contas então o projeto de lei seria aprovado, visto que com o voto favorável dos cinco vereadores que assinaram o requerimento especial seria suficiente, num placar de 5 a 3.
Porém, a bancada que desde o início se colocou contra o projeto de lei por nós apresentado não desistiria de ver "morto" o projeto. Logo no início da votação do projeto, o vereador Rui Fattori (PSDB), irmão do Prefeito Municipal, pediu a palavra. E pediu-a para quê? Para solicitar o adiamento do projeto de lei dos estudantes por 15 sessões.
Pausa pra pensar... - um mês tem no máximo 5 semanas. Como na média tem 4, e só ocorre uma sessão por semana (!), então um adiamento por 15 sessões adiaria o projeto de lei por 4 meses. Seria um adeus à 2009, no mínimo.
Mas lembre-se, estávamos confiantes. Afinal, os estudantes tinham 5 vereadores e a bancada contrária teoricamente apenas 3: Rui Fattori (PSDB), Valdir Franciscon (DEM) e Ronaldo Herculano (PDT). Venceríamos!
Antes de tudo isso acontecer, conversei com o vereador Ademir Ricardo. Em meio aos burburinhos de que o projeto seria adiado, fui conferir até onde ia a verdade dos ruídos. Falei com Ademir Ricardo e este me garantiu que iria votar hoje o projeto, inclusive que tinha assinado o requerimento especial para coloca-lo em votação. O mesmo ele disse ao coordenador regional da UNEafro, o Sandro Vieira. Estava tudo caminhando bem e informávamos os estudantes ali presentes sobre o que ocorria nos bastidores.
Voltando ao ponto em que havia parado, chegou-se a votação do adiamento por 15 sessões de nosso projeto. Para que não houvesse confusão, quem dissesse SIM votava pelo adiamento e o NÃO eram os contrários. Chamados por ordem alfabética, o primeiro dos vereadores chamados foi o Sr. Ademir Ricardo, que disse um envergonhado e tímido SIM.
SIM, ele disse SIM e concordou em adiar por 15 SESSÕES O PROJETO DE LEI QUE ELE MESMO ASSINA. Depois disso, a sessão pra mim acabou. Se juntaram a Ademir os vereadores Ronaldo Herculano, Rui Fattori e Valdir Franciscon. Do lado do projeto dos estudantes e portanto contra o adiamento ficaram Ailton Fumachi, Edvaldo Hungaro, Irene Fumach e Vitório Bando.
Com o placar empatado em 4 a 4, sobrou para o então correligionário de Paulo Maluf e presidente da sessão, Sr. Alfredo Órdine o "Birdo" a tarefa de desempatar a votação. Não sendo novidade para ninguém, votou com a bancada governista e contra os estudantes. Nada mais óbvio pra sua situação de representante no "púder" da família que detém o monopólio exclusivo do transporte coletivo na cidade, além do controle sobre uma estação de rádio e um jornal. Ê orgulho da família! É de dar inveja a qualquer Maranhão e Senado essa nossa cidade!
Mas o principal desta matéria não é o vereador pepista. É sim o vereador Ademir Ricardo. No poder legislativo, cada vereador/deputado representa uma parcela da sociedade. Há o que defende determinada classe de profissionais, outro que é sindicalista, outro que defende religião, outro que é de bairro/região e há até os que estão lá pra defender famílias ou empresas. Como disse Marx, está aí configurada a luta de classes e na Democracia a luta nossa de cada dia é nos parlamentos...
Antes que alguém pergunte, há também os vereadores que representam o povo mais humilde, esquecido, o mais pobre e fu.... dessa nossa sociedade selvagem. E eu pensava que o vereador Ademir Ricardo, poeta, artista e amante do teatro, fosse um desses que nunca fogem da raia quando o assunto é defender o POVO de fato. Quanta ilusão e decepção.
Nos deu as costas, sem nenhuma explicação perto de ser convicente. Era impossível justificar o injustificável. Os estudantes foram tomados de uma mistura de ódio, frustração e mágoa. Não queriam satisfação de vereadores sem compromisso, queriam palavra do vereador Ademir. Mas Ademir não tinha palavras pra lhes falar. E acabou para aquela gente a imagem do homem mito-popular e começou a do homem que trai seu povo por sabe-se lá Deus o que.
Por fim, pra mim sobra um misto de decepção (que já começou em janeiro) e pessimismo. Como pode aquele vereador que acompanhei diversas vezes nas ruas, em passeatas por preço justo no transporte coletivo, o vereador com o qual fui processado e massacrado uma dezena de vezes pelo poder da Direita itatibense, como pode ele ter mudado tanto em tão pouco tempo?
Apesar do "não confie em ninguém", termino dizendo que nossa luta não acabou. A missão agora é dar acesso ao povo de toda essa informação e principalmente ser justo com quem realmente nos representa e com quem na prática (e não só na teoria) deveria nos representar.
É com este sentimento de decepção que escrevo aqui agora. Hoje, dia 04 de agosto de 2009, o até então parceiro de lutas em comum, amigo e companheiro de partido Sr. Ademir Ricardo, vereador pelo PPS, pingou - na minha opinião - a derradeira gota d'água em um copo que há muito vinha se enchendo com suas vacilações na defesa das causas populares.
Hoje, terça-feira, os vereadores de Itatiba se reuniram para mais uma sessão na Câmara. Quem leu meu último post sabe que o projeto de lei nº. 81/2009 que trata da concessão de auxílio transporte aos estudantes universitários de Itatiba dificilmente seria votado hoje, haja vista que o Presidente da Câmara não havia levado a cabo sua promessa de coloca-lo em votação anteriormente.
De qualquer maneira, estávamos lá pra conferir a sessão e seu desenrolar, nós membros tanto da UME como da UNEafro e estudantes independentes ("todos" éramos poucos, mas depois os estudantes se mostraram ruidosos).
A sessão que tinha tudo pra ser o mesmo marasmo de sempre, foi sacudida no seu transcorrer. Através de uma brecha regimental, o vereador Edvaldo Hungaro (PPS) apresentou a ideia de um requerimento especial para inclusão do projeto de lei na pauta da sessão. A proposta precisava de 5 votos para prosperar. E isso aconteceu: Vitorio Bando (DEM), Irene Fumach (PMDB), Ailton Fumach (PMDB) e Ademir Ricardo (PPS), além do vereador Edvaldo Hungaro, assinaram o recurso.
Como se tratava de algo novo, que poucos vereadores conheciam, uma consulta rápida ao Jurídico da Câmara foi feita, e o resultado obtido era que o recurso era permitido sim!
E foi aí que começou a euforia dos estudantes. O projeto de lei nº. 81/2009, que nós tanto queríamos ver sendo votado (e aprovado) tinha entrado enfim em discussão.
O vereador-presidente David Bueno (PSB), pelo que consta, viajou. Em seu lugar, para presidir a sessão foi colocado o vereador Alfredo Órdine (PP), vulgo "Birdo". Pelas nossas contas então o projeto de lei seria aprovado, visto que com o voto favorável dos cinco vereadores que assinaram o requerimento especial seria suficiente, num placar de 5 a 3.
Porém, a bancada que desde o início se colocou contra o projeto de lei por nós apresentado não desistiria de ver "morto" o projeto. Logo no início da votação do projeto, o vereador Rui Fattori (PSDB), irmão do Prefeito Municipal, pediu a palavra. E pediu-a para quê? Para solicitar o adiamento do projeto de lei dos estudantes por 15 sessões.
Pausa pra pensar... - um mês tem no máximo 5 semanas. Como na média tem 4, e só ocorre uma sessão por semana (!), então um adiamento por 15 sessões adiaria o projeto de lei por 4 meses. Seria um adeus à 2009, no mínimo.
Mas lembre-se, estávamos confiantes. Afinal, os estudantes tinham 5 vereadores e a bancada contrária teoricamente apenas 3: Rui Fattori (PSDB), Valdir Franciscon (DEM) e Ronaldo Herculano (PDT). Venceríamos!
Antes de tudo isso acontecer, conversei com o vereador Ademir Ricardo. Em meio aos burburinhos de que o projeto seria adiado, fui conferir até onde ia a verdade dos ruídos. Falei com Ademir Ricardo e este me garantiu que iria votar hoje o projeto, inclusive que tinha assinado o requerimento especial para coloca-lo em votação. O mesmo ele disse ao coordenador regional da UNEafro, o Sandro Vieira. Estava tudo caminhando bem e informávamos os estudantes ali presentes sobre o que ocorria nos bastidores.
Voltando ao ponto em que havia parado, chegou-se a votação do adiamento por 15 sessões de nosso projeto. Para que não houvesse confusão, quem dissesse SIM votava pelo adiamento e o NÃO eram os contrários. Chamados por ordem alfabética, o primeiro dos vereadores chamados foi o Sr. Ademir Ricardo, que disse um envergonhado e tímido SIM.
SIM, ele disse SIM e concordou em adiar por 15 SESSÕES O PROJETO DE LEI QUE ELE MESMO ASSINA. Depois disso, a sessão pra mim acabou. Se juntaram a Ademir os vereadores Ronaldo Herculano, Rui Fattori e Valdir Franciscon. Do lado do projeto dos estudantes e portanto contra o adiamento ficaram Ailton Fumachi, Edvaldo Hungaro, Irene Fumach e Vitório Bando.
Com o placar empatado em 4 a 4, sobrou para o então correligionário de Paulo Maluf e presidente da sessão, Sr. Alfredo Órdine o "Birdo" a tarefa de desempatar a votação. Não sendo novidade para ninguém, votou com a bancada governista e contra os estudantes. Nada mais óbvio pra sua situação de representante no "púder" da família que detém o monopólio exclusivo do transporte coletivo na cidade, além do controle sobre uma estação de rádio e um jornal. Ê orgulho da família! É de dar inveja a qualquer Maranhão e Senado essa nossa cidade!
Mas o principal desta matéria não é o vereador pepista. É sim o vereador Ademir Ricardo. No poder legislativo, cada vereador/deputado representa uma parcela da sociedade. Há o que defende determinada classe de profissionais, outro que é sindicalista, outro que defende religião, outro que é de bairro/região e há até os que estão lá pra defender famílias ou empresas. Como disse Marx, está aí configurada a luta de classes e na Democracia a luta nossa de cada dia é nos parlamentos...
Antes que alguém pergunte, há também os vereadores que representam o povo mais humilde, esquecido, o mais pobre e fu.... dessa nossa sociedade selvagem. E eu pensava que o vereador Ademir Ricardo, poeta, artista e amante do teatro, fosse um desses que nunca fogem da raia quando o assunto é defender o POVO de fato. Quanta ilusão e decepção.
Nos deu as costas, sem nenhuma explicação perto de ser convicente. Era impossível justificar o injustificável. Os estudantes foram tomados de uma mistura de ódio, frustração e mágoa. Não queriam satisfação de vereadores sem compromisso, queriam palavra do vereador Ademir. Mas Ademir não tinha palavras pra lhes falar. E acabou para aquela gente a imagem do homem mito-popular e começou a do homem que trai seu povo por sabe-se lá Deus o que.
Por fim, pra mim sobra um misto de decepção (que já começou em janeiro) e pessimismo. Como pode aquele vereador que acompanhei diversas vezes nas ruas, em passeatas por preço justo no transporte coletivo, o vereador com o qual fui processado e massacrado uma dezena de vezes pelo poder da Direita itatibense, como pode ele ter mudado tanto em tão pouco tempo?
Apesar do "não confie em ninguém", termino dizendo que nossa luta não acabou. A missão agora é dar acesso ao povo de toda essa informação e principalmente ser justo com quem realmente nos representa e com quem na prática (e não só na teoria) deveria nos representar.
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