CURIOSIDADE - Vejam só: foi apresentada nessa última sessão da Câmara uma Indicação para "limitar o tempo de permanência de veículos na vaga de idosos". Num é a toa que Zé Simão chama esse país de 'país-da-piada-pronta'. Imaginem, o velhinho ou a senhorinha, com todas as limitações naturais impostas pela idade, estaciona o carro na vaga delicadamente devido aos reflexos já diminuídos, se locomove vagarosamente até onde necessita ir, e ainda tem que se preocupar em correr pra voltar logo e retirar o carro da vaga pra não ser supostamente multado? Isso seria um flagrante atentado ao Estatuto do Idoso, para não falar em desobediência ao princípio da impessoalidade da lei... Bola fora do vereador Rui Fattori, autor da proposição. Depois eu faço charge e ainda levo nomes feios...
As sessões agora televisionadas, parecem ter feito aflorar nos vereadores a vontade de mostrar serviço. Antes, Sessão na Câmara durava uma ou duas horas no máááximo. Agora o negócio tem se estendido até quase dez da noite. É uma verdadeira Revolução! É uma Câmara antes e outra depois das transmissões ao vivo!
Agora, quanto ao conteúdo das discussões - se melhoraram - daí nós, pobres cidadãos, já estaremos exigindo demais né? Pra quem acompanha sempre, num mudou quase nada. O que ainda vemos é um Edvaldo Hungaro e um Ailton Fumachi deitando e rolando frente a bancada governista, que naturalmente ainda em parte se mostra (e de fato é) inexperiente.
A TV trouxe oportunidade pra todo mundo dar pitaco sobre o comportamento dos vereadores. A paralisia de alguns vereadores que não usam a palavra nem pra pedir um copo d'água agora é facilmente notada. De repente a gente se pergunta, "ué, será que fulano faltou hoje? Num vi ele, nem ouvi a voz dele ainda!..." Parece até aqueles centroavantes caros, contratados pra decidir, mas que em jogo decisivo a gente nem ouve o narrador falar o nome dele, porque nem encosta na bola...
Mas tem também os que usam e abusam da palavra. Coisa de Edvaldo Hungaro, Ailton Fumachi, Rui Fattori, Irene Fumach e naturalmente David Bueno, presidente. Esses daí têm protagonizado grandes duelos retóricos, que vão desde a ausência de Minuta de Convênio em projeto de lei sobre verbas para reforma do Mercadão até... A discussão da ausência de um "H" em uma flexão verbal "há" de um blog da vereadora Irene Fumach. Isso mesmo, discussão de erro ortográfico meu caro leitor.
Pra começar, o Presidente da Câmara, Sr. David Bueno, colocou na ordem do Dia, na semana anterior, projetos de lei de autoria do Prefeito cujos quais não possuíam ainda Parecer das Comissões. Isso destoa totalmente do tratamento que dispensou ao nosso PROJETO DE AUXÍLIO TRANSPORTE AOS UNIVERSITÁRIOS DE ITATIBA, visto que não colocou o projeto em votação alegando "falta de pareceres". Pro Prefeito PÓÓÓDE, pros estudantes não... Como que é então, dois pesos e duas medidas?
Pelo que consta, foi mandado à Câmara projeto de lei para autorizar repasse de verbas, a fundo perdido, do Estado ao Município para reforma do Mercadão. Mas há contrapartidas a serem cumpridas pelo Município, como por exemplo custear parte da reforma. E estes detalhes não podiam ser analisados pelos vereadores sem cópia do Contrato firmado entre Itatiba e o Estado, que por algum motivo, ou equívoco, ou falta de prática, não foi enviado à Câmara. A oposição, na figura do Edvaldo Hungaro, questionou a falta do documento. De antemão vieram objeções semelhantes de Ailton, Irene e Vitório Bando (este último mesmo não fazendo parte do bloco oposicionista).
Bastou isso para que a sessão anterior e a presente ficassem trancadas no assunto. Isso porque o aparentemente líder do governo, vereador Rui Fattori, havia adotado como solução na sessão anterior, o enfrentamento ao invés da apresentação do comentado Contrato. E quando caiu em discussão, mesmo se tratando de detalhe tão fútil, a oposição parece ter ditado o ritmo dos milhares de apartes e usos de palavra. Pra quem viu a TV ficou evidente. Acho até que na próxima colocarei um "placar fictício" no blog rssrs.
Vereadores da oposição mais o vereador Vitório Bando citaram em sessão anterior, que um Projeto de Lei de autoria do Prefeito alterando a Lei Municipal nº. 3667/2003, a famosa lei nossa do ISSQN, continha erros. Mas eu próprio posso afirmar que li o projeto e não encontrei erros. Trata-se apenas de acrescer um inciso IV no artigo 26º, para que alguns tipos de cobrança fiquem passíveis de recolhimento do ISSQN pelo prestador dos serviços em nosso Município. O item ao qual o vereador Vitório se referiu realmente não constava na Lei 3667/03, porque estava sendo acrescido. O que talvez o Executivo não tenha explicado - e isso não é erro, faça-se justiça - é que o projeto "acrescia" dispositivo, e não somente "alterava" a Lei. Solução fácil, que qualquer vereador minimamente informado "por cima" sobre o assunto em questão poderia ter apresentado na hora, e não somente uma semana depois. Logicamente, vereador da bancada governista.
A oposição tripudiou em cima, com Ailton até falando de "incompetência", "brincadeira", "absurdo", etc. E a defesa não foi convicente, pois não tinha argumentos. A resposta só veio na sessão desta semana, com Rui Fattori dizendo que não havia erro algum no projeto.
Se não bastasse a "demora no retorno, dilei" de uma semana na resposta, Rui Fattori ainda quis tirar uma com a cara da Sra. vereadora Irene Fumach: disse, defendendo o projeto de lei e se referindo a erros, que no blog da professora havia um erro terrível: onde deveria estar escrito "há tempos" estava "a tempos". Meu Deus, que gravíssimo!
Depois disso a sessão descambou mesmo pra circo. Nem vale a pena comentar. Vai que eu cometa ARGUM ERRINHO DE PURTUGUÊIS INDA NÉ?
Depois de já ter ouvido em sessões passadas da Câmara de tudo um pouco, como "precisamos tomar medidas energéticas", "instalação de bancos logísticos", "... para que nós podamos fazer o bem pra cidade", dentre outras que enumero depois, fica difícil achar graça na falta do H. Mesmo sendo a vereadora professora, como bem quis destacar o vereador.
Quanto ao projeto de transporte universitário, o vereador Rui Fattori decepcionou muito estudante e principalmente nós e os vereadores autores do projeto quando disse que era para "ludibriar estudantes". Muito triste ouvir isso, depois de tanta discussão e vontade política de nossa parte. Mas a resposta virá, e rápido.
Parece estar faltando muitas letras H mesmo. Principalmente em UMILDADE e ONESTIDADE.
E peço que continuemos a assistir as sessões da Câmara ao vivo. Os movimentos sociais e estudantes não podem retroceder agora. Elaboramos, apresentamos e defendemos o projeto de lei pra conceder auxílio aos estudantes de ensino superior de Itatiba. Em vez de adiar, por que não se discutiu? Queremos respostas e conversa, não queremos engavetador de projetos em Itatiba. Queremos que eles sejam votados; se rejeitados, queremos explicações. Temos este direito enquanto cidadãos e estudantes. Se isso não acontecer, aqui começará a feder engavetamentos, lembrando em muito o nosso Sarneyado.
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O que a Irene disse em resposta ao comentado erro de português?
ResponderExcluirBelo espaço, Douglas. Parabéns!
ResponderExcluirContinue trazendo apenas as notícias, sem tomar partido, pois a própria população tomará.
Na sessão em que houve a discussão do "mercadão", que eu assisti ao vivo, via internet, pelo que quero aqui parabenizar o Presidente Davi Bueno, que é meu amigo e que tenho em altíssima conta, mas que na dita sessão tomou um "vareio de bola" dos vereadores Hungaro e Fumachi. Meu amigo Davi precisa se cercar melhor em sua assessoria legislativa e também estudar mais a fundo o Regimento Interno da casa e a Lei Orgênica do município para evitar o "chocolate" que tomou da oposição naquela sessão. Sendo jovem e neófito no ramo, certamente já está providenciando para que isso não mais ocorra em sessões subsequentes.
No mais, parabéns a você pelo blog e ao Presidente Davi Bueno pela iniciativa realmente democrática de levar as sessões a todos os lares de itatibenses aí residentes ou não, como eu, aqui em minha já querida Amparo.
Abraços do amigo CHIQUININ.